Blog Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor e membro da Academia Sergipana de Letras.
Além desse blog, escreve duas páginas dominicais no Jornal do Dia.
Prometeu acorrentado e os nossos Zeus que castigam
27/01/2018
Prometeu acorrentado e os nossos Zeus que castigam

(Prometeu acorrentado)

A mitologia grega elaborada lá nos fundos da História, permeia, em alegorias ou metáforas, esses tempos ditos de pós-modernidade. Não é sem motivos que a tragédia Prometeu Acorrentado, escrita por Esquilo no século quinto antes de Cristo, continua lotando os teatros. A peça, que é toda ela fundamentada na mitologia, trata de temas que serão recorrentes, enquanto sobre o planeta terra existirem os humanos, que pensam, amam, odeiam, traem, sacrificam-se pela honra, ou a negociam descaradamente, havendo os que se julgam deuses, e os que os abominam, ou adoram, também os falsos, hipócritas, avarentos, trapaceiros, cruéis, e os justos, virtuosos, honrados, leais, desprendidos , bondosos, beligerantes, pacificadores, mas, todos humanos, demasiadamente humanos, como diria o filósofo um tanto cético, um tanto moralista, um tanto desesperançado, talvez, daquela espécie da qual era parte.

Prometeu acorrentado, o mito, tem alguma similitude com aquelas correntes nos pés de Sérgio Cabral, o condenado, correntes afrontosas à civilidade, também, ao que se presume ser um Estado Democrático de Direito. Exibição desmesurada de poder, atitude negativa do coator, a Polícia Federal, representante do Estado, que é um ente necessariamente a pairar acima das paixões, que não pode deixar-se contaminar pelo sentimento mesquinho de vingança, ou do ódio. O sentido da punição é o de conter o crime, afastar o criminoso da sociedade, e na pena imposta não consta a humilhação do condenado.

Prometeu, o herói mitológico, foi acorrentado a um rochedo, por Zeus, e todos os dias uma águia lhe devorava o fígado, que se regenerava, e o suplício deveria repetir-se eternamente. Sérgio Cabral, a pessoa, o ser humano decaído, em nada se assemelha ao Titã Prometeu, que alimentava sonhos benfazejos. Zeus, estava na escala hierárquica do Olimpo bem acima de Prometeu, que era apenas um Titã. No caso do descarado Sérgio Cabral, não há similitudes a aproximá-lo de Prometeu, que era, ao seu modo, um idealista. Mas a fúria de Zeus está presente na ação da PF, e isso é negativo para uma instituição na qual os brasileiros confiam, aliás, uma das poucas que ainda merecem essa confiança.

Essa confiança sofreu um abalo quando o novo dirigente declarou, em relação à mala de Loures com 500 mil que, sendo somente uma, não provava nada. Presumindo que ficaria incógnito foi ter a suspeita conversa no Planalto, quando Temer mais uma vez cumpria a tarefa indigna para um presidente, de responder às perguntas formuladas pela Polícia Federal, a mesma que ele tentou desqualificar, quando lançou suspeitas sobre um laudo técnico emitido, comprovando a autenticidade daquela vergonhosa fita em que Temer transmite a Joesley Batista o nome do seu homem de confiança, Loures, para substituir Geddel, que estava preso.

E pouco depois Loures recebia a mala e o dinheiro de um executivo de Joesley. Essa relação mafiosa de Temer com Joesley é antiga, tanto assim, que já estão no STF as investigações realizadas pela PF, comprovando que na conta aberta por Temer em seu próprio nome, para receber doações eleitorais, Joesley chegou com seis milhões, do total de vinte milhões recebidos. Nesse episódio, nem Zeus nem Prometeu estão presentes, mas o mito tudo explica com a caixa sinistra que Pandora abriu para liberar as iniquidades que nela estavam contidas. Desde então, os farsantes, os cínicos, os cafajestes, os mentirosos, os desonrados, os criminosos, espalharam-se pelo mundo.

Mas então voltamos a Prometeu, agora sim, para simbolizar aquele ódio que se voltou contra Lula, e contribuiu, em parte, para a sua condenação. Antes, contudo, para deixarmos bem claro que nesses episódios que vive o Brasil não acreditamos em inocências nem em imparcialidades, citamos uma frase de Albert Camus, escrita no livro O Homem Revoltado, publicado em 1951, nove anos antes da sua morte trágica: ¨No dia em que o crime se enfeitar com os despojos da inocência, por uma curiosa reviravolta própria do nosso tempo, a inocência é que será intimada a fornecer suas justificativas¨.

Prometeu, apenas um Titã, bem abaixo da potestade dos deuses, ousou desafiá-los. Ele tinha o dom da vidência, e entendeu que precisava descer aos homens, lá embaixo, no entorno do Olimpo, a morada etérea, onde tranquilos e sem perturbações seus habitantes privilegiados gozavam as delícias inerentes à sua condição de imortais e poderosos. Prometeu desce e vai ao meio dos homens, simples e mortais criaturas, e do Olimpo rouba o fogo, privilégio dos deuses, e o leva aos humanos. Com o fogo os homens começam a cozinhar, a aquecer-se nos invernos rigorosos, também a forjar as armas para caçar, defender-se e fazer a guerra.

Os deuses se sentem ameaçados e decidem punir aquele que levou força e ousadias à raça humana, aos inferiores mortais lá embaixo. Nesse sentido, a metáfora se aplica exatamente ao Lula condenado. Metaforicamente, também, poderíamos afirmar que levar o fogo e a comida para que as pessoas cozinhassem, desagradou a muitos, tanto assim, que hoje, o pobre nem mais cozinha, depois que Temer levou o botijão de gás a 80 reais.

O problema em relação a Lula é que ele, o Prometeu agora quase acorrentado, se deixou contaminar, e que se contaminassem seus companheiros ou aliados com a carga nefasta de iniquidades saídas da ¨Caixa de Pandora¨, e ai, houve mensalão, petrolão, favores do BNDES para as ¨empresas campeãs¨, farras inéditas com dinheiro público . É por isso que deveria ser julgado, e para isso seria necessário um arsenal contundente e indesmentível de provas. Mas foram buscar em um tríplex de mau gosto e num sítio que encheram de idiotices supérfluas, a prova maior para a condenação. Aí, Lula ameaçado de ser até acorrentado, como já foi Sérgio Cabral, contra quem choveram escandalosas evidências, perde o passaporte por obra e graça de um juiz de primeira instância que atropela decisão do Tribunal Federal gaúcho, e quando ouve um promotor dizer que o sítio é dele, porque ele até dormia lá, responde que já dormiu no Palácio de Buckingham, e nem é o rei da Inglaterra.

Lula, o nosso Prometeu semi-acorrentado deve ficar a perguntar-se: Por que essa fúria de Zeus contra mim, enquanto dormem os deuses do Olimpo, tranquilos, flanam soltos Temer, Aécio, Rocha Loures, e se preparam depois da assepsia contra o PT, para construir, agora, um país honesto, finalmente livre da corrupção, com Temer nos governando, ao lado de Padilha, Moreira Franco, Romero Jucá, Marun, e da cadeia, em Curitiba, Eduardo Cunha, mandando seus conselhos, ou ordens.

Voltando à mitologia grega, vem à memória o personagem Sísifo, que gerou um mito. Ele era um rei, todavia mortal, e seu reino era carente, mas ele desafiava os deuses, usava de mil jeitinhos, ganhava na lábia, enganava à própria morte, e ia sobrevivendo, até que um dia Zeus o apanhou, foi levado ao Hades, o inferno, e colocado a rolar uma rocha até o topo de uma montanha. Depois, a pedra enorme rolava morro abaixo, e Sísifo outra vez repetia à tentativa, e assim pela eternidade afora.

Será que esse destino trágico de Sísifo teria alguma semelhança com a luta árdua do trabalhador brasileiro pela dura sobrevivência, desafiando os deuses do Olimpo, que até lhe reduzem o salário já mínimo?

A LAVAGEM MORAL OU UM BOMBRIL NA CARA DE PAU

(Bombril na cara de pau)

Temer anunciou em entrevista na Folha de São Paulo, que este ano, seria o da sua recuperação moral. Preparava, para isso, duzentos e sessenta milhões de reais, já alocados ao orçamento para engordarem as verbas publicitárias com as quais vem amansando a grande mídia. Livre de acusações, tranquilo em relação aos escândalos que já estão sendo tratados cada vez com menor ênfase, ou ate retirados da pauta, Temer, também aquietando as Centrais Sindicais com algo em torno de 500 milhões, imaginava um make-up na sua imagem, e surgir como um presidente injustiçado pelas calunias.

Em Davos depois de falar para um auditório quase vazio, contundente mostra do desdém que dele faz o mundo, o desconsiderado presidente brasileiro ficou sabendo, surpreso, que a verba que engordaria o orçamento da mídia governista fora retirado para outras finalidades, com o aval do seu líder no congresso André Moura, e de outros aliados. Não desistirá porém da operação já denominada ¨Bombril na Cara de Pau¨ e vai garimpar recursos num orçamento onde estoura um rombo de 160 bilhões de reais. Para essa recuperação de algo que é inexistente, bilhões de reais não conseguirão fazer a mágica impossível.

LUCIANO BISPO, ITAMAR FRANCO PASSANDO POR GILVAN ROCHA

(Deputado Luciano Bispo, presidente da Assembléia)

Luciano Bispo, hoje presidente da Assembleia Legislativa, era então prefeito de Itabaiana. Estava no gabinete do deputado federal Jerônimo Reis à cata de recursos para o seu município. Com ele o prefeito de Pirambu Cézar Rocha, e o prefeito de Lagarto, Zezé Rocha. Chega então Daniel Tourinho, que era um empresário baiano com raízes em Sergipe e fama de rico, que tivera muito prestigio no governo de Fernando Collor, por ter-lhe cedido à legenda partidária para que ele fosse candidato à presidência.

Tourinho fora candidato a deputado federal em Sergipe, mas não eleito. No governo do vice que sucedeu a Collor após o impeachment, Itamar franco, ele parecia desfrutar da mesma intimidade, tanto assim, que convidou o grupo a ir ao palácio do Planalto para uma audiência com o presidente. Chegaram todos um tanto descrentes, à sede do poder, que estava lotada. Tourinho conversou com uns assessores do presidente, e logo, mesmo sem audiência marcada, foram chamados ao gabinete presidencial.

(O ex-presidente do Brasil, Itamar Franco)

Itamar Franco, é bom recordar, fez um governo rigorosamente ético, e o seu Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso com uma brilhante equipe, elaborou e colocou em prática o Plano Real, que livrou o país de desabar ao fundo do calamitoso poço da hiperinflação. Itamar chegou muito afável, e lembrou ao grupo que tinha uma ministra sergipana, a advogada Leonor Franco, então esposa de Albano.

Perguntou o nome de todos, e quando o jovem Cézar Rocha declinou o seu, Itamar assumiu um ar entre respeitoso e comovido e perguntou-lhe: ¨Você é filho de Gilvan Rocha? Cézar respondeu positivamente, então, o presidente o abraçou e lhe disse: ¨Meu jovem, tenha muito orgulho do seu pai, ele foi um dos mais brilhantes senadores que já passaram naquela casa, onde fui seu colega e companheiro na luta oposicionista. Gilvan Rocha foi um dos maiores tribunos em toda a existência do Senado¨.

É a esse sergipano que o governo de Sergipe agora homenageia, dando seu nome ao Complexo Administrativo da Saúde, que Almeida Lima deve deixar pronto até março.

O VELHO ¨MARAJÁ¨ E AS SUAS QUATRO FILHAS

(O ex-deputado Cleonâncio Fonseca e sua filha Carmem Fonseca)

Cleonâncio Fonseca ganhou seu primeiro mandato eletivo aos 18 anos, tornando-se vereador em Boquim, a sua terra. Daí em diante não parou mais. Foi prefeito, deputado estadual, e recordista em mandatos na Câmara. Mais de cinquenta anos percorrendo os caminhos da política, que tantas alegrias lhe deram, e também dissabores. Fez amigos, quase todos conservou, e também adversários, alguns acérrimos, figadais.

Cleônancio faz o estilo durão, alguns, até mesmo amigos, dizem que ele foi um ¨coronel¨ um tanto retardatário no seu tempo. Mas, os seus adversários, até mesmo aqueles situados no terreno onde só se cultivam animosidades, e com frequência o ódio, não desdenhavam da capacidade, do jeito de Cleonâncio fazer política, e até lhe reconheciam qualidades, lembrando que ninguém conquista tantos mandatos sem ter pelo menos, diziam, ¨algum tipo de virtude¨. Pois é, de adversários não se poderia esperar uma avaliação mais gratificante.

Mas o ser humano Cleônancio Fonseca, que se distância do político, do ¨coronel¨, só os que conviveram com ele mais intimamente conhecem. Aqueles, que chegaram um dia ao seu aconchego, a Fazenda Lagamar, para encontrá-lo todo serelepe, empinando-se numa poltrona com o rosto sumido numa nuvem branca, e as quatro filhas, quase meninas, Carmen, Honorina, Jussara e Tereza, cada uma com um pincel de barba à mão fazendo crescer a espuma, o indispensável ritual para barbear o rosto e esculpir o bigodão. Aqueles que tiveram a gratificante oportunidade de assistir aquela cena, descobriam o Cleonâncio que se sentia um ¨marajá¨,  feliz e pacificado ¨dono¨ daquela riqueza rara: as filhas carinhosas que o rodeavam e paparicavam, sob o olhar feliz de Dolores, a esposa, a mãe.

Agora, o ¨marajᨠque possuía o tesouro das quatro filhas, cruelmente ficou menos rico: Carmen se foi. O ¨marajᨠCleonâncio e a sua ¨marani¨ Dolores, tentarão reencontrar-se com a felicidade possível, ao lado das riquezas que ainda têm: as três filhas, os netos, os irmãos solidários, os amigos.

ANA LÚCIA SE DESPEDE E IRAN É ANUNCIADO

(A deputada Ana Lúcia e o vereador Iran Barbosa)

A deputada Ana Lúcia após décadas elegendo-se e reelegendo-se, anuncia que encerrará a vida pública no campo eleitoral. Não será mais candidata, mas terá um candidato que será tanto dela como do SINTESE, o sindicato que é, por assim dizer, o seu enorme comitê eleitoral.

De Ana Lúcia se pode considerar que ela e o seu sindicato se extremaram em radicalismos, que pouco resultaram em benefícios reais para os professores, e, menos ainda, em conquistas para o evoluir do processo educacional . Mas ela tem um diferencial que a qualifica: esteve sempre na trincheira da defesa das suas ideias. É possível contestar a validade atual de posições políticas que o passar do tempo deixou-as assim, com um visível mofo que precisa ser de tempos em tempos retirado, para que não se perca o essencial.

E o essencial, na esquerda, não é a imposição de valores ou de programas, ou costumes, mas aquela cotidiana faina de remover as cracas do comodismo passadista, sem se deixar contaminar pela intolerância. Isso, a deputada Ana Lúcia não teve a clarividência para fazer. Se o fizesse, teria uma trajetória quase tão luminosa como foi a de Marcelo Déda. Em todo caso, a boa política não se viu afrontada pela atuação da deputada que, nesses anos todos, ao que se sabe, não se deixou contaminar pela febre descolorida do patrimonialismo.

Iran Barbosa, hoje vereador, já foi deputado federal e estadual. É igualmente um político nascido das lutas sociais. É leal a Ana Lúcia, mas tem um comportamento que lhe abre maiores horizontes, indo além dos guetos que limitam as alternativas que a política virtuosamente oferece.

POVOADOS QUERENDO CÂMARAS E UM VEREADOR MARGINAL

Por quase todos aqueles povoados que começam a exibir traços de progresso, aumentando a população, libertando-se um pouco da precariedade da pobreza sem perspectivas, e passam a exibir algo novo, uma atividade que se destaca, um empreendimento que abre portas para que a juventude possa encontrar trabalho, em todos esses povoados assim, ¨progressistas¨, logo chega aquela ambição de tornar-se município.

Começa então a ganhar corpo aquela palavra, emancipação. E tão logo aparece, políticos em busca de votos a ela logo aderem. Não se procura saber como irá existir o novo município, a quanto irá o custo da sua instalação. Todos os novos com o ¨status¨ alcançado ganham o direito (ou seria a desgraça?) de ter uma Câmara com um mínimo de nove vereadores, prefeito, vice-prefeito, secretários, cargos em comissão, carros com motoristas, e mais algumas mordomias que se incluem no normal, que a lei acoberta, e aquelas extras, absolutamente não previstas em lei.

Por causa dessas ¨extras¨ é que quase sempre se movimentam os interessados na tese tão acalentada da emancipação salvadora. Essa repartição continuada de um exíguo território que é Sergipe, só resulta em despesas inúteis, e no agravamento da nossa antiga e até agora insuperável indigência. Dividir pobreza não é uma providência razoável, muito menos salvadora. A Constituição, a mais nova delas, e já tão remendada como todas, estabelece rigorosas regras para a emancipação de povoados ou distritos, e até lista alguns deles dos quais se poderia cogitar em fazê-los sedes, com todos os aparatos que tal condição impõe.

Um mestrando ou doutorando da UFS, cujo nome o escrevinhador não guardou, elaborou uma dissertação, ou tese, sobre essa multiplicidade de municípios, e demonstrou, teorizando e enumerando com didática precisão, o erro calamitoso de elevar a municípios coisas assim, tais como Telha, Pedra Mole, São Francisco, Malhador, e mais uns vinte assemelhados. Ele, o acadêmico tão eficientemente prospectivo, sugere, aliás, algo que seria racional, todavia politicamente improvável: a reorganização do quadro dos municípios sergipanos, reduzindo-se à metade o número dos que agora existem, ou sobrevivem.

O que ganhou a população desses distritos elevados a municípios, qual os benefícios que efetivamente chegaram à população?

Mas os municípios maiores, até um vistoso polo turístico e agora pacificado município como Canindé do São Francisco, também correm o risco de elegerem, algum truculento marginal, que age até quando a consciência vigilante da cidadania não se manifesta.

Em Canindé foi eleito um analfabeto que andou mais longe e tornou-se presidente da Câmara de onde acabou afastado preventivamente, quando se preparava para mais um golpe, avançando sobre recursos do INSS, dinheiro descontado dos servidores, do qual se apropriava.

Ele não consegue pronunciar exatamente a palavra Câmara, e repete com frequência: ¨Eu sou o presidente, mando na cama¨. Isso apenas acrescentaria mais um episódio humorístico ao folclore político, não fosse o ¨presidente da cama¨, também fraudador, peculatário, e invasor de terras públicas, entre outros copiosos crimes definidos no Código Penal. E dos quais ele até agora se vangloria.

Mas a multiplicação de municípios sempre entra na pauta política. Semana passada, Jackson, Belivaldo e secretários, estavam em Santa Rosa do Ermírio, uma entusiasmante área no semiárido onde era lançado um programa de inseminação artificial para produtores de leite, pequenos e médios. Santa Rosa é hoje a bacia leiteira que mais se expande em Sergipe, por isso, foi o lugar escolhido para começar o programa. Na plateia havia grupos reivindicando a emancipação. Se vier a acontecer, apenas se dividirá a pobreza de Poço Redondo, há décadas lutando para superar os índices calamitosos de desenvolvimento humano, que o colocam no extremo da miséria.

Para Santa Rosa do Ermírio, Déda fez estrada asfaltada, Jackson levou escola de segundo grau, normalizou o abastecimento de água, está instalando uma unidade do SAMU, e até asfaltando ruas. Na Câmara do município há vereadores representando o povoado, e o prefeito Junior Chagas apresentou reivindicações especificas, de Santa Rosa.

Com a emancipação, a população é fracionada, da mesma forma as verbas federais que chegam para a educação e a saúde. Por sua vez, a representatividade política é dissolvida. Qual então o efeito prático desse desejo de ter prefeitura e câmara de vereadores próprias, todavia frágeis e dispendiosas? E mais ainda, centenas de funcionários, quase todos comissionados, além de uma frota de veículos, e as mordomias corriqueiras de viagens, a Brasília, a Aracaju, com uma atraente diária.

E ainda o risco de eleger um vereador marginal, tipo aquele analfabeto e ousado devastador do patrimônio público, em Canindé, que responde pelo nome de Caloi, cuja simples eleição já constitui uma ofensa para qualquer povo que se diga civilizado.

ENTRE A BANDA MARCIAL E O ¨PIFE¨ QUE APARECEU

(O deputado Venâncio Fonseca)

Venâncio Fonseca, experiente deputado, tantas vezes líder de governos, tantas vezes líder da oposição, entendeu agora que liderar pode dar espaços na mídia, mas raramente produz votos. Não quer mais ser líder nem de quem está de cima nem de quem está por baixo. Quer fazer apenas uma política voltada para as suas bases, quando necessário defender os interesses de Sergipe, mas transitando livre por todas as esferas, dialogando com todos, para disso formar convicções. Ele lembra, contudo, sem melancolias, mas com humor, de tantos episódios que viveu como protagonista nos dois lados da cena política.

Quando líder de João Alves o acompanhou na derrota até o final do mandato, e compareceu à transmissão do poder ao eleito Marcelo Déda. Recorda, a atitude elegante e civilizadíssima que teve Déda no ato de transmissão, fazendo uma homenagem ao governador que saía e à sua esposa senadora, que estava ao seu lado, e ainda sufocou uma vaia que a plateia que lotava o teatro Tobias Barreto havia ensaiado contra João. Quando João saiu do teatro Venâncio o acompanhou, e passaram em frente à banda militar agora muda, que antes lhe prestara as ultimas honras de estilo.

Eram poucos os amigos que o acompanhavam até o seu apartamento na 13 de Julho. Pelo caminho apareceu uma Banda de Pífanos, ou de Pife, como popularmente chamadas, e integrou- se ao cortejo fazendo soar as suas flautas. Ai João disse: ¨Estão vendo, não fiquei muito tempo sem banda¨.

NA ROUBALHEIRA DA CAIXA SE FOI O QUE SERIA DE SERGIPE

(Temer e seu ministro truculento)

O governo de Sergipe contratou um empréstimo na Caixa Econômica Federal da ordem de 580 milhões. Todos os tramites estavam concluídos e a operação aprovada, Aí entra em cena o truculento e inescrupuloso Marun, e diz que os empréstimos tanto a Sergipe como aos demais estados interessados, seriam usados como moeda de troca, um tome lá dê cá, dinheiro em troca de votos a favor da agora finalmente abortada reforma da previdência, que, aliás, em outros termos é necessária, mas, desde que tocada por um governo com a legitimidade do voto, e não acusado de ser uma Organização Criminosa.

Jackson foi a Temer, voltou a Marun, e a conversa era sempre a mesma, e o empréstimo contratado era ilegalmente travado pelo governo, finalmente denunciado por intervir em áreas exclusivas de competência dos bancos estatais. Mas ai o imbróglio já estava formado, com a procuradoria Geral da República exigindo a demissão dos vice-diretores, todos indicados por gente como Eduardo Cunha, Geddel, Henrique Eduardo Alves, todos presos e um diretamente por Temer, solto e presidente. O escândalo ficou evidente, os vices foram hesitantemente afastados por quinze dias por Temer, mas apenas quatro. Depois, a própria Caixa pressionada pelo Banco Central e Tribunal de Contas decidiu exonerar todos os vices, são 12, exatamente, porque a coisa era dividida entre vários políticos e partidos, Era, por assim dizer, o assalto organizado.

Finda a farra a caixa anuncia que só libera os empréstimos que receberem o aval do Tesouro Nacional. Nessa condição não se incluem Sergipe, e mais ainda Alagoas, e Acre. Alagoas tem contratados com a Caixa 320 milhões, e com o Banco do Brasil 300 milhões. Resta saber se em consequência da roubalheira, esses três estados ficarão prejudicados, tendo inclusive obras já projetadas, licitações prontas, e agora, traídos pela irresponsabilidade de um governo central que vai à deriva com um presidente que já não mais governa.

UMA POSSE EM SALVADOR

O coronel Joseluci Prudente, chegaria certamente a general, não fosse um erro médico numa cirurgia de emergência em hospital famoso de Nova Iorque, que o obrigou a pedir a reforma da vida militar Joseluci, conserva muitas amizades de colegas de turma e contemporâneos, e de alguns dos seus ex-comandados, ainda na ativa.

Vez por outra comparece a solenidades em que generais, cadetes no seu tempo, ou por ele comandados, assumem postos militares. Nessa sexta ele foi em companhia do fraterno amigo, o conselheiro do TC e acadêmico Carlos Pinna, à posse na 6 ª região Militar em Salvador do novo comandante, o general de divisão Marcos André da Silva Alvim, que substituiu o general Juarez Pereira Junior.

Detalhe: Saíram rápido da solenidade para o retorno breve pela Linha Verde a Aracaju. Joseluci, que já foi comandante até hoje lembrado da PM sergipana, sabe bem dos perigos que correm os que por ali trafegam à noite.

HAROLDO SILVA E AS SUAS CASAS DE PASTO

Casas de Pasto, assim, em linguagem rebuçada denominavam os escribas do passado os restaurantes que frequentavam, ou que, perto dos quais nem podiam chegar. A denominação ainda em Portugal é frequente, da mesma forma que antes, nos livros de Eça de Queiroz, Almeida Garret e tantos outros, escritores do século 19, até inícios do vinte. Por aqui Machado de Assis a utilizou, todavia com certa malícia.

A verdade é que a expressão Casas de Pasto, para os que frequentam o passado através de leituras, sempre traz a sensação de que se fala de restaurantes onde a alta gastronomia é privilegiada. Aqui entre nós, um empresário que começou muito jovem no ramo da gastronomia, Haroldo Silva, faz por merecer a clássica denominação de Casa de Pasto, ao seu restaurante La Távola.

Mas ele tem a rara qualidade de revitalizar casas que estavam quase em processo de liquidação. Havia nos Jardins, uma padaria portuguesa onde a comida, o pão, nem eram ruins, mas, pouco a frequentavam. Haroldo a adquiriu, fez um remanejamento geral, para lá levou o boulanger e pâtissier Sílvio, que comandava a Forneria, na estrada do Mosqueiro, e agora a Forneria 2 se torna um dos points mais procurados da cidade.

Essa capacidade de manter alta qualidade e multiplicar empresas, tem como melhor consequência a geração de empregos.

O sempre crítico e mordaz jornalista e advogado Hugo Costa, dizia que jamais entraria num restaurante que ficasse junto a um posto de gasolina. O La Távola, já naquela época famoso, ficava quase dentro de um posto de gasolina, também de Haroldo. Deve ter sido Albano ou Carlos Pinna que o fez, apesar das resistências, ir ao La Távola. De lá Hugo saiu dizendo que apreciava os ambientes mais populares, mas, que a comida do La Távola era diferente, isso era mesmo.

Haroldo é cidadão do mundo, bate com alguns amigos os quatro cantos do planeta, a Europa quase toda, por onde existam bons restaurantes e novidades na arte culinária. Ficou frustrado porque não conseguiu um lugar no famoso restaurante do espanhol Ferran Adriá, antes que ele fechasse as portas para que o seu dono e pesquisador de sabores, faça vilegiaturas pelo mundo a encontrar novidades que justifiquem uma nova Casa de Pasto.

Do La Távola, num jantar que lhe foi oferecido por Albano, a senhora Lili Marinho, então viúva de Roberto Marinho, saiu dizendo que tivera uma noite rara de delicias gastronômicas. Ela era francesa, ex-miss França, que casou com o miliardário brasileiro Olavo de Carvalho, dono de fazendas, cavalos, e de um grande jornal. Depois, viúva, casou com outro viúvo, o bilionário senhor da Rede Globo Roberto Marinho. Requintada e muito bem vivida, Lili, sem duvidas, sabia do que falava.

UMA CONSTRUTORA MAL DAS PERNAS E AS OBRAS PARADAS

Os adquirentes de apartamentos no condomínio Flora Ville Santa Lúcia, estrada da Cabrita, já em São Cristovão, esperavam receber as chaves em junho do ano passado, já tendo sido esgotado o prazo de carência de 180 dias. Até agora estão aguardando, e as obras foram paralisadas.

Num cartório em São Cristovão, os decepcionados e receosos compradores foram informados de que a construtora Imperial deixou de registrar mais de 50 imóveis. Não pagou o IPTU, e corre risco iminente de penhora pelos fornecedores que estão sem receber suas faturas. Se isso vier a acontecer, os lesados compradores poderão, antes mesmo de receber as prometidas chaves, ter os seus apartamentos pelos quais pagaram mas não têm escritura, penhorados, como se fossem propriedade ainda da construtora. Trata-se, certamente, de um logro em perspectiva, e que, se acontecer, deixará os compradores espoliados, e uma nuvem de suspeitas sobre o mercado imobiliário sergipano.

NEM O TRISAVÔ FICOU LIVRE

(O coronel Thompson Flores)

Na enxurrada de insanidades cometidas pelos dirigentes do PT, militantes, e pelo próprio Lula, não escaparam nem mesmo antecedentes já distantes de desembargadores que iriam julgar o ex-presidente. Uma tática pueril e desrespeitosa, que juntou-se às bravatas da desastrada senadora Glesy Rofmman, prometendo sangue e resistência nas ruas.

Por mais que se alimentem suspeitas sobre magistrados, nada constrói o confronto e o desafio, muito menos o insulto, em alguns casos, chegando às raias da insanidade e de ausência de respeito ao ser humano. Um desses, foi feito até pelo próprio Lula, que deixou de lado o comedimento e o bom senso para atacar a honra de mortos. Caíram sobre o trisavô do desembargador Thompson Flores, o coronel do mesmo nome, os ódios injustificáveis, disparados sem sequer uma avaliação coerente dos fatos históricos. Disseram, do desembargador, que entre outros seus familiares, o coronel Thompson Flores era um exterminador do povo pobre, citando especificamente o papel do militar na desastrada e absurda guerra de Canudos.

Vamos aos fatos. Aquele conflito localizado no sertão baiano (1896- 1897) resultou sobretudo de um enorme equivoco de desinformações , preconceitos e oportunismos. O arraial de choças erguido às margens do Vasa Barris, na posição sul da amplitude do desértico e ressequido Raso da Catarina, tornou-se, depois, no dizer altissonante de Euclides, a ¨Nossa Troia de Palha¨.

Antônio Conselheiro um desses beatos que palmilhavam os sertões, fazendo profecias confusas e prometendo castigos implacáveis aos descrentes, levava uma vida ascética, e isso comoveu multidões que ele arrastou na peregrinação pelas grotas sertanejas, onde erigia Igrejas e cemitérios, e fazia santas missões, a principio contando com as benesses da própria Igreja Católica.

Depois, todos foram conduzidos para a terra santa, o império do Bom Jesus, que seria a nossa Vendeia, também, na expressão de Euclides, a se contrapor à República recém nascida. Para o arraial convergiam milhares de sertanejos, abandonando as fazendas de gado onde trabalhavam, e ganhando em Canudos terras férteis no leito e nas margens molhadas do Vasa Barris que, àquela época, ainda não era um curso d `agua intermitente. Foram faltando braços para os “coronéis” que os exploravam como se fossem escravos. Igreja e latifundiários se viram tomados pelos mesmos receios, e espalhou-se pelo país a falsidade de que em Canudos se montava uma base militar para a restauração da Monarquia, e que havia ingerência externa, com a presença de ¨gringos¨ e armas, que chegavam copiosas para as mãos dos jagunços monarquistas.

O Conselheiro, não como hoje o pintam os que querem escrever uma falsa Historia de lutas sociais, era tão somente um bronco, com alguma tosca leitura, que enxergava na república a presença do demônio, e no casamento civil o desmoronar da família. O padroado apoiou essa prédica, até o momento em que as dádivas para as igrejas foram rareando, e florescia uma economia prospera em Canudos. As Cartas do Barão, um livro com a correspondência trocada entre o Barão de Jeremoabo e o presidente da província da Bahia, Luiz Viana, bem atestam o clima de reacionarismo e de falsas avaliações a respeito do aglomerado de gente crédula e fanatizada pelo pregador esquálido, e convincente.

Na capital, o Rio de Janeiro os ânimos se acirravam com os jornais denunciando a conspiração monarquista em curso, a destruição de propriedades, a ameaça à república que crescia no sertão baiano. Depois de serem batidas a primeira e a segunda expedições militares contra Canudos o clima radicalizou-se, e piorou ainda mais, quando a terceira expedição também foi dizimada e morto o coronel Moreira Cezar, um símbolo da luta republicana , que saíra de Santa Catarina com a fama de herói e apelido de ¨corta-cabeças¨ pelo implacável tratamento que dava aos prisioneiros monarquistas ou anti-Floriano.

Os militares, na sua maioria positivistas, que enxergavam na República as virtudes que fariam evoluir a humanidade, secundados pelos intelectuais, e com a cobertura da imprensa, entenderam que a República estava ameaçada, que a conspiração internacional movida pelas Casas Reais europeias, ganhava corpo, e era preciso esmagá-la. Nesse clima, até de exaltado patriotismo, organizou-se a quarta expedição, comandada pelo general Artur Oscar.

O plano de ataque previa o envolvimento de Canudos por duas colunas, a primeira, comandada pelo general João da Silva Barbosa, com três brigadas constituídas por oito batalhões de infantaria e um regimento de artilharia de campanha, e a segunda comandada pelo general Cláudio do Amaral Savaget, também com três brigadas constituídas por oito batalhões de infantaria, e mais uma divisão de artilharia, com a 4ª Bateria do 5º Regimento de Campanha e um contingente de um batalhão de engenharia. Os esquadrões de cavalaria integravam os batalhões nas duas colunas.

A primeira coluna partiu de Salvador de trem até Queimadas (hoje Euclides da Cunha) e dali marchou para Monte Santo e Canudos. A segunda partiu de Aracaju, fazendo o trajeto São Cristovão -Simão Dias-Jeremoabo-Canudos.

Euclides da Cunha, tenente engenheiro, acompanhou a tropa como correspondente do Estado de S. Paulo, a princípio parecia inflamado pelo ardor da vindita republicana, depois, constataria que os jagunços eram apenas sertanejos, rudes, todavia corajosos, que imaginavam combater em nome de Cristo.

O coronel Thompson Flores que comandava a Terceira Brigada, era um positivista que imaginava, como tantos outros, lutar contra os inimigos da República e do progresso da humanidade. Morreu heroica e imprudentemente, colocando-se à frente da sua tropa na linha de tiro dos defensores, igualmente heroicos, de Canudos. Sobre ele escreveu o general Dantas Barreto: ¨Flores resolveu investir o Morro do Alto da Favela e fez com que o 7º de infantaria se desenvolvesse em atiradores. Desce do cavalo e, de túnica azul, galões reluzentes ao sol das oito horas vai auxiliar o major Cunha Matos. Thompson Flores pagou com a vida o ato de indisciplina. Era a vaidade doentia, o ciúme. A rivalidade com Carlos Teles, não admitia que Carlos Teles alcançasse Canudos antes dele¨.

Faz outro comentário sobre Flores o general historiador Tristão de Alencar Araripe: ¨Esse propósito atesta a fibra moral dos chefes de então. Flores com um passado de bravura, irrequieto, decidido, valente, não se subordina a ser fuzilado impunemente, sem reagir. O avanço talvez lhe permitisse escapar da armadilha em que a tropa havia caído. Só o arrojo o salvaria. A sorte foi-lhe injusta¨.

É preciso que mesmo nos mais acirrados embates da política não se afronte a honra de quem a possuiu, mesmo se for considerado um inimigo, um adversário ideológico. Nesses tempos de tantos desfibrados, a memória de quem não foi carente de fibra e honra, em qualquer circunstancia deveria ser respeitada, até como reverencia que se faz à Historia.

Concluindo o seu livro monumento da literatura mundial, Os Sertões, Euclides da Cunha faz o fecho épico: ¨Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo na expressão literal do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados¨.

Canudos comove, Canudos é página trágica e heroica da nossa historia, afirmação da fibra brasileira e nordestina, exemplo de que, só a reflexão e o comedimento, podem evitar os descaminhos de um povo.

Não tratem Canudos com a superficialidade de um tema mal estudado, mal compreendido, para colocá-lo a serviço de passageiros interesses políticos, ou falsas formulações ideológicas.

Respeitem, indistintamente, todos os que lá deixaram as suas vidas, até porque, de parte a parte, não existiram canalhas ou covardes, e todos morreram com honra.

VALADARES TIRA HÉRNIA E ASSINA MANIFESTO

(O senador Valadares)

No Hospital São Lucas onde fez uma rápida cirurgia de hérnia, o senador Valadares assinou um manifesto do seu partido, o PSB, fazendo criticas à condenação de Lula. Falando pouco e adotando agora um estilo muito reservado, Valadares tece poucos comentários a respeito dos episódios de desavenças e desencontros na ala da oposição à qual agora pertence, e na qual nunca se sentiu confortável. Mas reafirma sua disposição de concorrer a um cargo majoritário, senado ou governo.

O SHOPPING EM SETEMBRO

Ficou para o segundo semestre a inauguração do shopping situado no bairro industrial que está sendo construído pelo grupo ACF, dos irmãos Marcos e Ricardo Franco. Deve acontecer em setembro. O ex-deputado Marcos Franco não pretende disputar mais cargos eletivos, todavia, não se sente afastado da política, e analisa o apoio que deverá brevemente anunciar aos candidatos a todos os cargos em disputa.

Sobre a economia Marcos entende que está ocorrendo uma lenta recuperação o que ele sente mais diretamente, com a ampliação do mercado interno para os produtos têxteis das suas fábricas. Registra que as exportações têm crescido, principalmente para a Argentina, mas assinala que a valorização do real frente ao dólar ainda é o maior obstáculo à competitividade.

NAS REDES SOCIAIS:

FILHOS DAS PROSTITUTAS (sensacional e verídico)!!!

O sujeito se chama Marc Faber, e é norte-americano, ele é Analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu clipping mensal com um comentário bem-humorado:

"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00."

Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China.

Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.

Se comprarmos um computador, vai para a Índia.

Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.

Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.

Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan....

E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.

Estou fazendo a minha parte...

Marc Faber

Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:

Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior. Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev... portanto, restaram apenas as prostitutas. Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para Brasília, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo..

Abraços, de um Brasileiro

A FEBRE AMARELA VEM DE LONGE

(Texto: Antônio Samarone)

A história antiga da medicina não relata a febre amarela. A primeira epidemia só foi registrada em 1495, no Haiti, durante a segunda expedição de Cristóvão Colombo. No Brasil, a primeira epidemia de febre amarela aconteceu em 1685, no Recife. Esta Peste da febre amarela no Recife está descrita no “Tratado Único da Constituição Pestilencial de Pernambuco: primeira descrição dos "males" por João Ferreira da Rosa no século XVII”, tornando-se uma referência para o mundo.

segue...

https://blogdesamarone.blogspot.com.br/

LIVRO: “Histórias de Baixa Visão” será lançada em Aracaju

O sergipano Renato D’Ávila Moura é um dos autores da obra

Os autores do livro “Histórias de Baixa Visão” iniciam 2018 com uma agenda intensa. A obra organizada pela jornalista Mariana Baierle, será lançada em Aracaju/SE, no dia 1º de fevereiro, às 17h, na Livraria Escariz, localizada na avenida Jorge Amado, 960 - bairro Jardins.

O evento marca o fim da etapa de lançamentos nas capitais dos estados onde residem os autores. Na ocasião estarão presentes quatro escritores: a organizadora Mariana Baierle; o sergipano e editor do blog “Com Novo Olhar”, Renato D’Ávila Moura; a professora Marilena Assis e o diretor de Empreendedorismo da Associação de Cegos do RS (ACERGS), Rafael Martins dos Santos.

“Histórias de Baixa Visão” é uma coletânea de 19 autores que retratam suas perspectivas de ser e estar no mundo a partir da ótica da baixa visão. Segundo Mariana Baierle, “a publicação da Editora CRV, dá visibilidade às questões relativas à deficiência visual, em especial à baixa visão”. A obra traz relatos biográficos e crônicas de 19 autores acerca de suas experiências com a deficiência visual.

Para Renato D’Ávila Moura a partir da obra é possível entender que a baixa visão é uma maneira muito própria de enxergar e de se relacionar com o mundo, o que coloca os autores – assim como uma grande parcela da população – em uma posição intermediária entre a cegueira e a visão dita “normal”.

Lançamento

No dia 27 de janeiro será a vez de São Paulo/SP sediar o lançamento. A atividade acontece na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, bairro Vila Madalena, às 17h).

Na segunda semana de fevereiro estão previstas ainda atividades de bate-papo com os autores em Maceió/AL sobre o tema da baixa visão e questões pertinentes ao livro. Os horários e locais das atividades em Maceió estarão em breve publicadas na página no facebook.com/historiasdebaixavisao.

O título foi lançado oficialmente no dia 18 de novembro de 2017 na Feira do Livro de Porto Alegre e, desde então, vem percorrendo o país. No mês de dezembro ocorreram lançamentos em Curitiba/PR e no Rio de Janeiro/RJ. Além disso, diversas atividades como palestras e bate-papo com os autores foram realizados nas cidades de Canoas/RS, Chapecó/SC, Nova Petrópolis/RS, Novo Hamburgo/RS, Panambi/RS, Porto Alegre/RS e Triunfo/RS.

Dados do IBGE

Em todo o Brasil temos 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Desse total, conforme o último Censo do IBGE, apenas 500 mil são cegas. Os outros seis milhões de indivíduos têm baixa visão, ou seja, um nível de visão inferior a 30%. A pessoa com baixa visão possui um resíduo visual bastante útil em diversas situações cotidianas, não sendo nem uma pessoa que enxerga normalmente nem uma pessoa cega.

Para aquisição do livro:

Diretamente pelo site da Editora CRV em qualquer parte do país, nos formatos impresso ou digital:

https://editoracrv.com.br/produtos/detalhes/32599-historias-de-baixa-visao

Facebook:

www.facebook.com/historiasdebaixavisao

 

 

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