Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa | Jornalista
FALAS INFELIZES OU PROJETO MAFIOSO ?
04/07/2026

FALAS INFELIZES OU PROJETO MAFIOSO ?

Entre Mitidieir e Valmir, uma eleição que poderá ser tranquila ou com uso da "máquina".

 

Um politico governista  que estaria escalado para  a missão de tentar desfazer o clima de pessimismo  entre lideranças aliadas, tem se empenhado em fazer reuniões, onde  procura gerar entusiasmo e evitar qualquer vestígio de dúvida ou pessimismo. Ansioso em cumprir com êxito a sua missão, ele costuma exibir “pesquisas feitas para uso interno,”   e conclui suas falas com uma  afirmação que ultrapassa os limites do bom senso: “Mitidieri vence  de qualquer jeito. Se Valmir conseguir mesmo tornar-se candidato, nós quebramos o estado, mas não vamos perder a eleição. Depois, tapamos o buraco”.

Meses antes da eleição presidencial  que se realizaria em 3 de outubro de  1955, o jornalista e político Carlos Lacerda, um orador extraordinário, que  todavia misturava cultura e eloquência  com pesadas doses de ódio, disse a respeito do candidato Juscelino Kubitscheck, que ele listara como inimigo preferencial: “ Juscelino não pode ser candidato, se for, não pode ser eleito, se eleito, não pode tomar posse, se tomar, terá de ser derrubado”.

Naquele tempo, para desconsiderar o resultado das urnas, imaginava-se os tanques rodando e fumaçando nas ruas do Rio de Janeiro, a capital da República. Mas, deu-se o contrário. Os tanques saíram às ruas  para assegurar a legitimidade do voto e garantir a posse de Juscelino.

Hoje, infelizmente, cristaliza-se a quase convicção de que, para ganhar votos  é preciso apenas, ter dinheiro  para conquista-los.  Desgraçadamente , para a nossa imagem de gente civilizada, constrói-se a ideia de que para ganhar uma eleição basta abrir as torneiras dos cofres públicos.

O Brasil é um  dos poucos países onde existe uma Justiça Eleitoral.  Seguramente por isso, conseguimos montar um sistema de urnas eletrônicas  absolutamente seguro, nos dando o resultado das eleições em não mais de três horas, mesmo, quando se trata  de um pleito presidencial onde votam mais de 150 milhões de eleitores. Basta acompanhar o que acontece em outros países para constatar o avanço  tecnológico que conseguimos alcançar.

Mas, nem por isso nossas eleições   expressam fielmente  a ideia do voto livre e soberano.

A compra de votos existe, e é escancarada. E quem constata essa triste realidade começa a desconfiar de que as nossas instituições estariam letárgicas ou lenientes. Este é um péssimo sintoma para a democracia, hoje ameaçada pelo grunhir  raivoso das facções extremistas.

Talvez, as instituições que temos voltadas para o seu oficio único de garantir a lisura das eleições, estejam carentes de recursos tecnológicos, de vontade ou espírito republicano para agir, tempestivamente, antes que ocorram  as impudicas “derramas” no período de campanha.

Parece faltar  capacidade para juntar  numa Força Tarefa atenta e  operante  a Justiça Eleitoral, os Ministérios Públicos e as Polícias, para  que, reunidos, impeçam na pré-campanha, ou até à véspera da eleição o circular de malas recheadas. Esta, a forma mais tosca da compra. Existe aquela outra, mais sofisticada, o mover da “máquina”, apanágio exclusivo de quem está no poder, e não tem escrúpulos para colocar a “engrenagem” em movimento.

Mas, por outro lado, quando algum frequentador do hotel cinco estrelas do poder, chega  ao paroxismo do desprezo de todos os padrões da decência, e anuncia que o “dinheiro vai rolar “, a fila de  cabos- eleitorais  que se dizem “ donos” de votos vai crescer numa proporção inimaginável.

No caso de uma eleição majoritária para o governo a coisa se torna mais complicada

 

E o prometido “ feitiço” pode virar contra o pródigo feiticeiro.

 

Mas, “Zé Povinho” desconfiado,  até insultado com o anunciado festim, já sabe que o voto é secreto e as urnas invioláveis, por isso diz: “ boto o dinheiro no bolso e voto em quem quiser “.

Com efeito, a simples anunciação de um propósito tão rasteiro e absurdo de “ quebrar o estado” mas não perder uma eleição, é alguma coisa vergonhosa,  repugnante, para todos os sergipanos que não perderam a noção de dignidade, e reverência às instituições democráticas.

 

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FLAVIO BOLSONARO E O BRASIL COLÔNIA

Uma imagem sugestiva.

 

Esse Flávio Bolsonaro saído do bolso do “papai” é muito mais tosco, ignorante, primário e desinteligente do que imaginava a grande maioria dos brasileiros. Apesar de ocupar uma cadeira no Senado Federal, ele não consegue entender a política, muito menos a geopolítica.  Transformado num vira-lata servil aos interesses americanos, ele nem sequer soube disfarçar seu protagonismo explicito de  sabotador do país que tem a presunção absurda de querer governa-lo.

Rasteiro, medíocre, falsário , desonesto, e dominado por uma descomunal arrogância, ele não consegue transitar com dignidade entre a própria família.

O Flávio assemelha-se a um abantesma saído das trevas da Idade Média.

Intrujão, sai a limpar botas de autoridades americanas,  o que já vinha sendo feito desastrosamente pelo seu irmão Eduardo, assessorado por Paulo Figueiredo, um picareta,  que se fez influencer, e espanta o bom senso quando escreve :    “ mulher não sabe votar”.

Depois de sugerir que o Brasil para agradar Trump acoplasse o PIX a um quase falido sistema de pagamento americano, agora, diz defender o PIX,  desde que o nosso moderno e eficiente sistema de pagamentos seja restrito aos países do ocidente.  Nem sabe que, no oriente não há apenas a China, da qual Trump pretende afastar o Brasil e todo o seu “ quintal” latino-americano. Lá estão o Japão, a Índia, a Coreia do Sul o Vietnam, a Indonésia, o Paquistão,  as Filipinas, ou seja, bem mais do que a   metade da população do mundo.

Desavergonhado no seu servilismo entreguista, ele espantou até a Marco Rúbio, que lhe deu uma resposta protocolar: “ queremos ter um bom relacionamento com o presidente que for eleito pelo povo brasileiro”. Ele, numa carta nada protocolar e  ridícula, pediu aos Estados Unidos que, em caso de ele ser eleito  a Casa Branca designasse técnicos para participarem de uma transição. Ou seja, queria nos fazer retornar ao tempo da colônia, quando as ordens chegavam de Lisboa nossos portos não poderiam receber navios que não fossem portugueses, ou ingleses, por sua vez os “ colonizadores “ de Portugal.

E na colônia que era o Brasil não poderia haver qualquer coisa que se assemelhasse a uma pequena indústria, tínhamos apenas de produzir açúcar, depois café e ouro, muito ouro, mas não poderíamos fabricar uma enxada, ou transformar o ouro em anel.

Caso o Flávio Bolsonaro por cúmulo de desconhecimento dos eleitores fosse eleito, estaríamos regredindo em civilização e respeito próprio, descendo à aviltante condição de protetorado dos Estados Unidos da América. 

Numa recente arenga Flávio Bolsonaro concluiu afirmando:” Deus salve a América, Deus salve o Brasil.”

Neste caso, a ordem dos fatores altera profundamente o “ produto.”

 

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O BISPO INTOLERANTE E O FRADE EMUDECIDO

Marcélio Bonfim, e o bombril para clarear ideias.

 

Marcélio Bonfim é um militante social, antes comunista, que passou bombril nas ideias para que elas não enferrujassem. E assim, se mantem coerente com a essência das suas convicções , sem continuar batendo na mesma tecla em defesa de experiencias que não deram certo. A queda do Muro de Berlim o fez meditar, e  a entender que nada se faz sem democracia plena, o que significa participação popular, e liberdade  para pensar, agir, concordar ou discordar.

Agora, Marcélio, que era comunista “ graças a Deus”, sai em defesa de um Frade posto compulsoriamente em silêncio por determinação de um Bispo. Ele quer ampliar o movimento que já nasceu às margens do baixo São Francisco, onde passam as chinelas do Frei Roberto. E alertar a Igreja Católica para o risco que corre de perder mais fieis, por falta de sintonia com as comunidades. O Bispo de Propriá não parece muito interessado em deter o processo de derretimento do rebanho de fieis decepcionados.

Para melhor entendimento, transcrevemos um texto  do Dr. Adeilson Santos, advogado da comunidade  dos Xocós,  e militante pela justiça social, que melhor clarifica a questão.

Ei-lo:



Em Carta a Dom George Luiz, Bispo Diocesano de Propriá, Fiéis Pedem Diálogo e Revisão de Medida Contra o Religioso Frei Roberto
Na manhã deste dia 22 de junho, representantes de diversas comunidades católicas e movimentos sociais dos municípios de Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe, Graccho Cardoso, Gararu, Nossa Senhora de Lourdes e Canhoba estiveram na Cúria Diocesana de Propriá para protocolar uma carta dirigida ao Bispo Diocesano, Dom George Luiz.
O documento, subscrito por 493 fiéis, manifesta apoio ao Frei Roberto Eufrásio de Oliveira, missionário com longa trajetória de serviço pastoral na Diocese de Propriá, e solicita a abertura de um espaço de escuta, diálogo e reconciliação diante do anúncio de que o religioso estaria impedido de exercer atividades em parte do território diocesano.
As comunidades destacam que Frei Roberto faz parte da história da Diocese, tendo desenvolvido sua missão junto ao povo sertanejo, inspirado pelas orientações da Igreja Católica, pelo Concílio Vaticano II, pelas Conferências Episcopais de Medellín e Puebla e pela experiência das Comunidades Eclesiais de Base.
Na carta, os fiéis pedem que sejam ouvidas as comunidades envolvidas e que a situação seja reavaliada à luz da caridade pastoral, da misericórdia e do compromisso com a verdade, valores fundamentais da caminhada cristã.
Segundo os representantes das comunidades, a expressiva adesão ao documento demonstra o reconhecimento, a confiança e o apreço que os fiéis mantêm pelo trabalho missionário desenvolvido por Frei Roberto ao longo de décadas de evangelização no sertão sergipano.

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