O NEGÓCIO DE SECOS E MOLHADOS E O STF

Dificil conceber um Ministro do Supremo protegendo um mega bandido, Dias toffoli, e não é so ele.
A venda de secos e molhados era um dos ramos de negócio mais rentáveis do comércio.
Assim eram chamados os armazéns onde se vendiam os secos, que eram arroz, feijão, massas, cafés..... E os molhados: bebidas, óleos, conservas, molhos, leite.....
Os comerciantes proprietários de armazéns de secos e molhados, todos quase sempre prósperos, na transição que foi acontecendo a partir dos anos sessenta se transformaram em supermercadistas.
Em Itabaiana, a partir de armazéns ou simples bodegas de secos e molhados, surgiram três grandes redes de Supermercados. O Paes Mendonça, o Bom Preço,o G. Barbosa.
Mas a expressão “ secos e molhados” com o tempo foi sendo desvirtuada, chegando até a ser pejorativa. O nosso Supremo Tribunal Federal, teve seu momento de glória ao defender as instituições, o próprio futuro civilizado e democrático do país ameaçado por uma sinistra horda de desordeiros e golpistas, agora, de bandeja, o STF se oferece aos seus detratores de sempre.
Ministros, escancaradamente defendendo a bandalheira acontecida no banco Master, submissos ao quadrilheiro Vorcaro, fazem da Suprema Corte brasileira uma espécie de luxuoso armazém de secos e molhados.
O SENADOR ROGÉRIO ESVERDEOU

Rogerio, projetos para o segundo mandato.
Entre os parlamentares sergipanos, o senador Rogério tem sido o único a demonstrar preocupação com o maior desafio do nosso tempo: livrar o planeta de uma sentença de morte anunciada.
Que intitulem-se ecologistas, ambientalistas ou verdes,
aqueles que não enfiam a cabeça na areia, como fazem as avestruzes acanhadas ou covardes, caracterizam-se por prever a catástrofe, condenar a queima de combustíveis fósseis, clamando dia e noite contra o desmatamento. Denunciam, mas, dificilmente se engajam em ações práticas , que possam, pelo menos, adiar o desastre.
O senador Rogério tem a teoria na cabeça, e quer, em um muito provável segundo mandato colocá-la em prática.
Dessa forma: destinando emendas para o plantio intenso de árvores, a recuperação de áreas degradadas, a despoluição dos rios, dos manguezais.
Lagartense, e “ papa jaca”, ele se prepara para uma mobilização, que será até algo simples: devolver a Lagarto o verde das suas jaqueiras. Isso seria apenas um começo.....
ALGUM SEGREDO NA REUNIÃO ?

Uma conversa em parte contada, e em outra reservada.
Costumam dizer os palradores italianos: “Se non e vero e ben trovato “. Ou seja, se não for verdade é bem provável que seja.
Naquelas rodas políticas, onde tudo se fala e mais ainda se especula, além das contas gordas da Iguá, o assunto dominante foi a reunião havida entre o dr. Luiz Mitidieri e o senador Alessandro Vieira.
Luiz, pai do governador, referenciado com médico humanista e político fiel a palavra dada, incluiu na sua recheada agenda uma conversa com o senador Alessandro Vieira.
O que foi divulgado? Tratou-se, apenas, da acoplagem do MDB ao PSD do governador Mitidieri . Esta, a versão oficial, ou conveniente, talvez, não convincente.
Pouco crível que o experimentado ex-deputado, conhecedor dos meandros da política, a alta, um tanto rara, e a rasteira, mais frequente, não tenha procurado arrefecer os ímpetos do delegado que, vez por outra atropela o político.
Poucas vezes um governador de Sergipe se viu como Fábio Mitidieri diante de uma “ sinuca de bico” tão difícil de ser jogada.
Como rejuntar André, o agredido, e inevitavelmente ressentido, ao agressor, tão convicto sobre o que falou de ofensivo, onde um pedido de desculpas nada resolveria, mas seria demolidor para a imagem de homem público, que Alessandro cultiva, por bem ou por mal.
E que , tanto com desculpa ou sem ela, lhe poderá custar uma reeleição.
TRUMP, E A PRIMEIRA DERROTA

Entre a demência e a arrogância, ele leva perigo ao mundo.
Nas elites americanas cresce a aterradora impressão de que o presidente Trump, estaria sofrendo alguma forma de perturbação mental. Seria algum tipo de demência não facilmente diagnosticada, mas, deixa suas indeléveis digitais no absurdo dos atos que pratica.
A partir da posse de Trump os Estados Unidos, consequentemente o mundo, não tiveram um só dia de tranquilidade. Isso já deixa reflexos no andar lento da economia, no subir rápido da inflação, na taxa de desemprego que cresce.
O PIB caiu, o dólar perde valor, os investimentos fogem, o mundo quase todo transformou-se em inimigos contra os quais Trump investe. Só um exemplo: O Canadá, um país cuja civilização deve causar inveja a Trump, tanto que ele ameaça anexa´-lo para tornar-se a estrela numero 51 da bandeira. No Canadá, um excelente vizinho, por causa disso, os canadenses se recusam a comprar produtos americanos, e isso se repete pelo planeta. As exportações americanas sofreram queda, as importações aumentaram. Os emigrantes vivem em pânico, milhões deles há muitos anos nos Estados Unidos, e isso em alguns locais, atrapalha as empresas, paralisa negócios.
Mas Trump, diz que começou a libertação americana, e ainda bota na cabeça o boné com a inscrição: Make América Great Again.
O mesmo boné que no Brasil, um país castigado pelo tarifaço de Trump governadores de estado como Tarcisio de Freitas, Zema, Jorginho, e a chamada turma do bolsonarismo de raiz, sem nenhuma noção de respeito ao próprio país e a si mesmo, colocaram na cabeça.
Agora, a Suprema Corte impõe uma derrota a Trump, declarando inconstitucional a sua "brincadeirinha" maligna com as tarifas. Até um dos ministros entre os conservadores que ele nomeou, votou contra.
Trump agrediu com palavras rasteiras a Suprema Corte, ignorou também as reações no Congresso e anunciou uma nova tarifa, desta vez global, de dez por cento. Trata-se de uma desobediência à mais alta corte do país, algo que nenhum outro presidente jamais fez. Um ato de autocrata arrogante, que põe em duvida os valores e a força da democracia americana, vista até pouco tempo como exemplo para o mundo.
E acontece o inimaginável, com os Estados Unidos comparando-se às “ bananas republics” e seus ditadores.
O presidente eleito pelo voto direto e livre poderá realizar o seu sonho imbecil e desatinado de ser o voluntarioso autocrata que matou a democracia no mais poderoso país do planeta.
Absurdo inimaginável, uma vergonha torturante para os milhões de americanos que vendiam a ideia da exemplar democracia, onde desfrutavam, orgulhosos, o american way of life.
Mas ainda existem juízes em Washington, e Bad Bunny cantando.
O BOLSONARISMO QUER CANDIDATO

Rodrigo Valadares, última flor murchante do bolsonarismo
Em Sergipe o bolsonarismo de raiz, ou a expressão um tanto grotesca do extremismo facistóide, não tem força eleitoral para enfrentar uma eleição majoritária.
E agora, depois da definição do governador Mitidieri anunciando seu voto preferencial em Lula, os que esperavam navegar no barco governista ficaram um tanto decepcionados, e outros benzendo-se e murmurando: “ cruz credo, cruz credo.” A seita que se intitula conservadora , e cristã, tantas vezes exala o ódio, e isso dificulta o diálogo , a montagem de composições. Nada como a rara sabedoria que tiveram o centro, centro esquerda, e direita civilizada, formando uma chapa no Rio de Janeiro, tendo o prefeito Eduardo Paz, que vota em Lula candidato ao governo, e uma evangélica, bolsonarista, cuja família tem liderança politica forte no interior, ocupando a chapa como vice. Tudo aconteceu porém a revelia do clã familiar dos Bolsonaro, que no Rio exibia muita força eleitoral e agora começa a perder expressão.
O deputado radicalmente bolsonarista Rodrigo Valadares, manobrou sozinho, agiu em torno de si mesmo, do seu mundo estreito de uma ideologia desconexa, e se viu agora numa solidão política que o impede de sonhar mais alto. Felizmente, porque o meteórico político na sua carreira curta, seria mais um pesadelo a alimentar aquela coisa que jamais deveria existir na política: a farsa da separação entre o bem e o mal.
Assim, por aqui a “ política normal “ continua, e nela o extremismo não encontra espaço.
O BRASIL NO FUNDO DO POÇO ?

O "jeitinho" brasileiro faz milagres.
Nenhuma geração viveu, no Brasil, um tempo em que não se falasse em crise, em desastre iminente, no país à beira do precipício, ou já no fundo do poço.
Num daqueles momentos mais felizes, entre os anos cinquenta e sessenta, quando Juscelino sonhava e agia , rasgando os caminhos para o oeste, criando Brasília, a indústria naval, automobilística, siderúrgica; trocando no nordeste o paú -de- arara pela industrialização; e fazia seus saraus ao lado de poetas, músicos, gente inteligente, e se falava em desenvolvimento, amor, e bossa nova.
O mundo nos admirava, tínhamos a Garota de Ipanema, por aqui, antevia-se a perfeita civilização nos trópicos. E havia Garrincha, a “alegria do povo”, também Pelé.
Mas, na sua coluna no jornal O Globo o engenheiro economista Eugenio Gudin, alertava para o desastre iminente, o caos que se aproximava pelo descontrole orçamentário. Duvidava, espalhava pessimismo. Enxergava Brasília inconclusa, formando um monturo de prédios abandonados.
Quase às vésperas da Inauguração Gudin escrevia sobre o isolamento da nova capital, com seus telefones mudos.
Recebeu então um surpreendente telefonema: “ Alô. Dr. Gudin?
- Sim, quem fala?
- É Juscelino.
- Qual Juscelino?
- Dr. Gudin é Juscelino, o presidente, eu falo aqui de Brasília, e estou lhe convidando para nos dar a honra da sua presença na inauguração da nossa capital, agora, no dia 21 deste mês.
Apesar de tudo, daquele sopro de felicidade, havia o ranger de dentes dos odientos. Mulheres, claro, brancas, ricas, fascinadas pelo discurso golpista de Carlos Lacerda, debulhavam terços, implorando a Deus a Sua intercessão para o sucesso de militares da FAB, que fizeram duas rebeliões, Jacareacanga e Aragarças. Talvez, além de rezar e bradar : Juscelino ladrão, Juscelino ladrão, sentissem, também, o incômodo de “pesadelos” recorrentes, onde teriam ao alcance dos seus lençóis um daqueles briosos oficiais pilotos da FAB, ou a farda alvíssima dos oficiais de marinha, entoando o coro dos almirantes golpistas.
Raiva, ódio, frustração, extremismo político, se misturam com sexo escondido e irrealizado.
É oportuno registrar: Juscelino morreu sem deixar fortuna, e algumas dividas que dona Sara, sua viúva, teve de saldar, inclusive vendendo ao então senador sergipano Augusto Franco o apartamento que tinham em Copacabana. Um homem correto, criterioso, Augusto Franco contava a amigos o seu constrangimento em adquirir o imóvel. Sentindo que dona Sara estava ansiosa para vendê-lo, aceitou sem regatear o preço por ela fixado.
Os gritos de Juscelino ladrão, Juscelino ladrão, foram definitivamente sufocados pela história, quando, naquele agosto de 1975, uma multidão, a maior até hoje formada em Brasília, conduzia aos ombros o caixão do ex-presidente cassado pela ditadura, cantando a sua música favorita repleta de mineirice: “ Como pode o peixe vivo viver fora d`agua fria.......
Passa o tempo.
Estamos hoje outra vez à beira do desastre, descendo ao fundo do poço.
Mas como:? A Bolsa bate sucessivos recordes, o dólar baixa todo dia, os investimentos externos multiplicam-se, a inflação está contida, o PIB cresceu, apesar do tarifaço comemorado pelo bolsonarismo, o Brasil foi o país que melhor lidou com as tarifas de Trump ( a nossa diplomacia é extraordinária );aumentamos as nossas exportações, também importamos mais, e mesmo assim tivemos superavit na balança comercial.
Há uma invasão de turistas em alguns pontos como o Rio de Janeiro, apesar da violência, que precisa ser contida, e para isso é imprescindível o entendimento entre governo e estados. Nunca, como no ano passado, circulou tanta gente pelos aeroportos e rodoviárias; nunca antes tivemos tanta geração de empregos e ampliação de micro empresas.
E nem se fala no sucesso do agro, nele incluído a agricultura familiar, ou MST,( chamem como quiserem) de onde saem doações de alimentos quando ocorrem desastres, como aquele do Rio Grande do Sul; até para a Faixa de Gaza que o Netanyahu transformou num monturo e cemitério mandamos arroz e feijão. A Embraer espalha nossos aviões pelo mundo.
E uma adoçante noticia: nos projetamos no mundo pela nossa arte, a música, o cinema a literatura. Nunca antes recebemos tantos prêmios. “Ainda estamos aqui”, livres do “ Agente Secreto”.
Pobre, preto, vira diplomata, médico, professor, general, matemático, escritor, cientista. Lá atrás, há pouco tempo, se multiplicaram as universidades, e houve programas sociais para facilitar-lhes o acesso.
Uma cientista brasileira, Tatiana Sampaio, com as suas pesquisas na UFRJ, está fazendo tetraplégico andar, ficar curado. É preciso conhecer o calvário por ela e sua equipe percorrido, pela falta de verbas durante um tempo sombrio nas Universidades, e só agora em 2025, ela conseguiu finalizar a patente nacional.
Isso se consegue apesar daqueles que dizem só existirem maconheiros e vagabundos nas Universidades públicas.
Neste sábado dia 21 de fevereiro o presidente Lula está na Índia. Levou com ele dezenas de empresários e alguns ministros. Tratou-se da Inteligência Artificial, tema para quem tem olhos ao futuro, e pisa no chão do presente.
Surgiram, como em todas as viagens de Lula, mais oportunidades para o comércio, a cooperação internacional. A Índia tem um bilhão e meio de habitantes, e Lula troca figurinhas de empatia com Narandra Modi, o primeiro ministro, como o faz com dezenas de chefes de Estado. Neste mês de Março deve ir a Washington, ampliar a “ química” com Donald Trump.
Na agenda da Índia e dos Estados Unidos, as terras raras, os minérios críticos, o chão, de onde sai o milagre dos chips, dos ímãs, das fotovoltaicas, essas coisas bem recentes, e, já agora, muito mais importantes do que foi o petróleo.
Ao invés de fundo do poço, até poderíamos dizer que no tumulto do mundo, o Brasil, mantendo a paz, vai mudando para melhor a sua face, que deve ser sempre sorridente.
Fizemos um um gigantesco carnaval. A magia das Escolas de Samba, sempre ,além de tudo, “ gritos políticos”. Foram dezenas de milhares de Blocos nas ruas. Ao lado da alegria descobrimos fórmulas de fazer dinheiro, de pular e faturar. A festança já deixa sua marca no PIB.
O "jeitinho" brasileiro.
Pessimismo é patologia complexa, resulta da frustrante irrealização pessoal , junto ao ódio pelos que realizam.
Na visão pessimista o presente é sempre áspero, incômodo, e o futuro um caminho sinistro.

