Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa | Jornalista
SEGREDO QUE ESCONDEM O GOVERNADOR E A IGUÁ
29/09/2026

Se depender da Iguá e do governador, ninguém vai saber porque as torneiras ficaram secas

 

Entre o governador Mitidieri e a concessionária da nossa água, a Iguá, existe uma dose de cumplicidade que lhes impede de revelar o bem guardado segredo, que não poderá de maneira alguma vazar antes da eleição.

Ainda que vaze  muita água perdida sem chegar às torneiras secas.

O segredo é o caos inevitável no abastecimento de água em Aracaju, nas cidades em torno, no polo de fertilizantes de Laranjeiras e Rosário do Catete.

Como é sabido,  a adutora que transporta água para essa região mais populosa e coração da economia sergipana,  foi concluída no começo dos anos oitenta do século passado. Tem assim mais de quarenta anos.

A obra de construção daquela adutora gigante, que deve ser ainda a mais extensa do país a transportar água de um ponto distante para uma capital, resultou da clarividência de um governador, Augusto Franco, e da sua capacidade de articulação com a PETROBRAS, e do entusiasmo que logo cedo revelou pelo projeto o presidente João Figueiredo,  encerrando com o seu mandato um tempo alongado de ditadura, que, apesar dos absurdos cometidos, não perdera de vista o interesse maior do país.

A adutora era estratégica , porque  também viabilizaria o Projeto Potássio, único no Brasil, e o polo de fertilizantes que começava com a também estatal NITROFERTIL. Atenderia também às operações da PETROBRAS em toda região da Cotinguiba e Aracaju.

Firmava-se a parceria Estado de Sergipe, e a estatal petroleira, que tinha maior capacidade operacional, antes das castrações sofridas no desatinado projeto  anarco-privatista de Paulo Guedes, e o seu chefe Bolsonaro, indiferente ou ignorante  sobre a importância indispensável, em alguns setores , da presença do Estado.

Do Rio de Janeiro veio um experiente engenheiro Daniel Monteiro, para comandar a obra. Para  trazer a carga gigante dos primeiros tubos, foi  usado um grande navio cargueiro de fundo chato, dotado de hélices laterais, para poder, no pico de uma maré de lua cheia, fazer  a passagem pelo canal raso e repleto de voltas, na barra do rio Sergipe.

Para pilotar o barco nessa operação complexa, foi convocado , na aposentadoria onde estava o comandante  de longo curso Alan Kardec Costa Lima. Ele é “ meio sergipano” e isso o entusiasmou mais ainda a enfrentar o desafio.

Chegaram os tubos, depois, viriam outros, até completarem os quilômetros da obra concluída em menos de três anos.  (Essa historia da instalação do polo mineral-petroquímico em Sergipe, tem lances épicos da engenharia brasileira, e de vontade política, de políticos que a tinham de sobra).

Enquanto isso não acontece, estamos a viver esses dias de desconexão  do atual governo com a realidade, que poderão ser objeto no futuro, de uma história vergonhosamente desprimorosa.

Mas, tratemos da Iguá, e do governo que a ela entregou a nossa água, aliás por um surpreendente preço.

O caos, como dizíamos, é inevitável. É sabido, tanto pela Iguá como pelas autoridades estaduais, mas fazem disso um segredo fechado a sete chaves.

Todavia a coisa é tão evidente, tão escancarada, que não é possível ocultá-la.

Há poucos dias houve um colapso no abastecimento de Aracaju. Não foi revelada pela Iguá, que tem ainda ,e por contrato, a DESO vendida ao seu lado, a verdadeira dimensão do problema. Fizeram um remendo, e a água retornou.

 

O que na verdade acontece: A adutora necessita de  manutenção, e recuperação urgente, mais de trinta quilômetros da linha de tubos, estão literalmente esfarelando.

Nem ao governo, muito menos à Iguá interessa fazer o que é necessário. Assim improvisam. Reduziram o volume da água bombeada, para exercer menos pressão sobre os tubos em petição de miséria, e  entre uma ruptura e outra, vão “ tapando o buraco”, até quando  esses arranjos darão resultado, não é possível prever.

Este governo de Mitidieri não tem nenhum  traço de previsibilidade, de planejamento para a segurança da população, e isso se tornou bem claro pela forma como foi privatizada a DESO. O governador falou na coragem que teve, recebeu a bolada, cujo destino não se sabe ao certo qual foi. Poderia, se responsabilidade houvesse, ter havido um arranjo com a Iguá, prevendo a aplicação desses recursos na manutenção da adutora.

Mas, de festa em festa o essencial foi esquecido.

Qual o quadro real da tragédia ou caos que se desenha para um futuro próximo, caso o atual governo não comece agora, independente  do resultado da eleição desse domingo, a cuidar com seriedade da água para o povo?

Se houver algum vestígio de responsabilidade é preciso, com transparência,  revelar toda a dimensão do drama, antes que o caos venha a ocorrer, afetando diretamente as pessoas, e mais o risco de paralisar a nossa economia .

A sociedade não pode ficar refém de um segredo decretado por conveniência eleitoreira.

Vamos ficar sem água, e o governo em clima de oba -oba, anuncia a construção de uma ponte gigante ao lado de outra que já existe, e atende aos objetivos que justificaram a obra fundamental de João Alves.

 Pode ser feito um interessante exercício com os números, levando em conta a correção monetária, e a relação custo beneficio de cada obra. A de João Alves ficou em torno de 80 milhões de reais, tem pouco mais de 20 anos de construída. A atual está prevista girando em torno de 800 milhões. Não será concluída sem o acréscimo de pelo menos mais 500 milhões.

O que é mais urgente, a ponte idealizada por vaidade ,ou o conserto da adutora ditado pela responsabilidade pública ?

 

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VALEI-NOS NOSSA SENHORA APARECIDA

Despreparado, trapalhão, desonesto e para completar mentiroso, Flavio gera todo dia problemas, resultantes das confusões que a propria família cria. E agora ele virou falso devoto de Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil.

 

Esse clã dos Bolsonaros que quer retornar ao poder, foi, em ultima análise, responsável pelo extremismo ideológico que contaminou  uma parte considerável da população brasileira. E nos levou ao clima que hoje vivemos.

Quem disse que para fechar o STJ e o Congresso bastavam um Jeep e três soldados?

Quem, esquecido dos interesses brasileiros foi aos Estados Unidos tramar, para que acontecesse o tarifaço de Trump?

Quem apoia uma intervenção americana, até militar, se for preciso , para “ salvar o Brasil “?

Quem negou a eficácia das vacinas e debochou dos que morriam de Covid, imitando o sofrimento daqueles que não podiam respirar, enquanto chegávamos a mais de trezentos mil mortos, terminando a tragédia com mais de setecentos mil ?

Quem começou a fazer este confronto agressivo entre religiões,  atacou autoridades da Igreja Católica, zombou das crenças afro-brasileiras, e disse que precisava de um Ministro no Supremo “ terrivelmente evangélico “?

Quem se juntou com “ pastores e Bispos”, que se tornaram agentes da degradação institucional, e transformaram a fé em rendoso negócio ?

Quem disse que, se eleita senadora iria trabalhar para que o Brasil deixasse de ser uma república laica e se tornasse uma república teocrática?

Por isso, e por muito mais coisa que nem vale a pena listar, sendo fake-news ou não, a ofensa de Flavio Bolsonaro a uma Santa mais venerada pelos católicos brasileiros se tornou crível, até mesmo pela maneira brutal como ele tratou, de inicio, a CNBB e seus Arcebispos, para depois ir mostrar-se em cima de um trio elétrico, de maneira desrespeitosa com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Mas, a insensata e até estúpida guerra religiosa que eles, os bolsonaros, estimularam em benefício próprio, fez com que alguns pastores, onde estavam os que ofenderam e até quebraram Santos e  Orixás, afastarem-se de Flávio, por ele estar se exibindo com a Santa padroeira do Brasil.

Aonde nos levaram esses bolsonaros tresloucados.....

Valei-nos Nossa Senhora Aparecida......

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