Luiz Eduardo Costa
Luiz Eduardo Costa, é jornalista, escritor, ambientalista, membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Maçônica de Letras e Ciências. Além desse blog, é colunista do Portal F5 News.
TEXTOS ANTIVIRAIS (98)
06/06/2022
TEXTOS ANTIVIRAIS (98)

 

O DR. SOUZA E A DEFESA DA RAZÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA

Dr. Souza e a sua trajetórioa virtuosa de médico pela turbulência ideólogica.

 

Os tempos de pandemia que atravessamos, ou ainda estamos a vivê-los, foram pródigos em exemplos. E exemplos tanto podem ser benéficos, traduzindo sensatez e razão, como da forma inversa, excitando paixões, descontruindo o bom senso, a lógica, e, o que é pior: semeando o ódio, ou até fazendo pouco caso da vida.

Pela História, desde os seus primórdios guardados em esfarelados escritos, se podem encontrar cânticos de exaltação à morte, ou, já hodiernamente aqueles gritos: Viva a Morte, Abaixo a Cultura, ecoados, estranhamente, em templos do saber, as Universidades.
Aos gritos de extremismo ensandecido, sempre houve o contraponto harmonioso da razão, as vozes serenas e civilizatórias do humanismo.

Por isso sobrevivemos.

A pandemia foi um teste para o mundo, mais ainda para o Brasil, onde o radicalismo ideológico invadiu hospitais e universidades. Salvaram-nos os laboratórios, onde a teoria científica encontra, na prática, a sua comprovação. Salvaram – nos, principalmente a sensatez, a iluminação da lógica, que desfaz a penumbra densa de todos os absurdos.

E nisso foram exemplares os que, nos hospitais, nas universidades, nos laboratórios, no dia a dia conturbado e repleto de riscos em que se transformou a luta contra um vírus tão letal quanto desconhecido, salvaram vidas, quase ressuscitaram tantos nas UTIs, aquietaram sofrimentos, chegaram a conter o próprio choro, diante das lágrimas dos que viviam as cerimônias sempre compungidas do adeus. Houve aqueles que foram dormir ao lado de pacientes quase terminais, médicos, enfermeiros, todos, da equipe de defensores da vida. Aqui, em Sergipe, homenageamos a esses inominados, dando-lhes um nome que virtuosamente abrangerá o coletivo: o pneumologista Dr. Almiro Oliva.

E entre os profissionais da saúde vencidos pelo vírus, a médica Conceição Prudente, cardiologista, suave semeadora de esperança.

Um dia, se fará a História desse sacrifício, desse quase desespero, mesclado à muita vontade de viver, de preservar a própria vida, e as vidas de tantos outros. Um dia, se fará a extensa relação de todos os nomes que merecerão a honra eterna do reconhecimento.

Não foi fácil demonstrar que o vírus não nos traria apenas uma gripezinha, também, que as vacinas não fariam surgir “jacarés”, nem espalhariam a AIDS; ou pessoas mudarem de sexo. Parece absurdo, chega a ser inacreditável, mas isso foi dito, e isso foi acreditado, por talvez alguns milhões de brasileiros.

Em Sergipe, quando a invasão da barbárie parecia incontrolável, houve um médico, um famoso e conceituado cardiologista Dr.  Antônio Carlos Sobral Souza, que muito estudou, aprofundando-se na questão do vírus e da pandemia. 

Quando se tentava desfazer as medidas protetivas, quando se tentava desmoralizar as vacinas, quando se tentava ridicularizar os que eram vitimas da covid, o Dr. Souza começou a publicar artigos, onde demonstrava, com argumentos irrefutáveis pela evidencia cientifica, que as medidas protetivas eram necessárias, e as vacinas seriam a saída única para conter a disseminação do vírus. Isso pareceria, a primeira vista, um atitude corriqueira, nada mais do que explanações sobre um tema de interesse público, feito por alguém com uma bagagem de conhecimentos para falar com autoridade sobre um tema crucial. 

Mas não era simples assim. Não está sendo, ainda hoje, quando a pandemia reflui, e a mortandade elevada parece contida; depois de quase toda a população brasileira ter, convictamente, por ser majoritariamente sensata, recorrido à vacinação, levado a vacinação às crianças. Com relação às crianças até o próprio Ministro da Saúde iniciou uma ridícula e descabida campanha de intimidação terrorista, que, felizmente, não foi levada a sério pelos pais.

O Dr. Souza, com tranquilidade, convicção e senso de responsabilidade social, intensificou a publicação dos seus artigos, deu esclarecedoras entrevistas em rádios e televisões, e contribuiu, de forma equilibrada e comedida, para o avançar. desbordando o terreno desatinado dos extremismos.

O problema, ele bem sabia, teria de ser resolvido pela ciência, pela confiança na ciência, e era preciso vencer, com argumentos consistentes e lógica cartesiana os disparates forjados e multiplicados virtualmente, numa abjeta linha de inverdades, e de desrespeito brutal pela vida. Além da publicação dos artigos, valorizados por instituições cientificas, da mobilização nas mídias, o Dr. Souza, da sua cátedra na UFS, esclareceu, orientou, e estimulou o debate no Campus, onde se supõe que sempre prevalece a clarificação do saber.

O Doutor Souza deu a sua meritória contribuição para que houvesse a prevalência do bom senso sobre a estupidez.

Vence o conceito de cidadania, sobrepõe-se a visão humanista.

Ideologia não pode avançar sobre a ciência, a não ser que se queira reeditar as práticas do hitlerismo, ou do stalinismo, que inventaram a “ciência nazista”, a “ciência marxista-leninista.”

Agora, o que se espera é que esses artigos, se possível as palestras, as discussões, sejam reunidos para publicação em livro. Num livro que ficará para a História de Sergipe como um documento valioso, num tempo que as gerações futuras, com certeza, irão enxergá-lo como instante crucial de luta para conter a pestilência do obscurantismo.

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O APELO ÀS ARMAS E O PASSEIO PELA HISTÓRIA

Armar a população para usá-la como bucha de canhão.

“Aux armes citoyens”. Este apelo às armas, feito na França em meio a onda revolucionária que levou um casal real ao cadafalso (a Inglaterra aliás já havia iniciado o mesmo procedimento um século antes) foi imediatamente respondido por centenas de milhares de franceses. Em 1772, quando um regimento da mediterrânea Marselha, marchava para as fronteiras do leste, onde recuavam os exércitos franceses; seus integrantes cantavam uma ainda quase desconhecida canção: era o canto de guerra do exército do Reno: a Marseillaise. Composto por um músico e militar desconhecido, Rouget de Lisle, o canto, entoado pelos soldados em marcha logo seria o hino francês, aliás, o mais famoso do mundo: A Marselhesa.

Tem uma letra belicosa, é uma incitação à guerra, e faz os apelos: Aux armes citoyens, (às armas cidadãos) ao longo do hino, sete vezes repetidos.

A França, em meio a uma revolução que acabou o absolutismo, e extinguiu a nobreza, vivia uma sangria enorme, com a guilhotina em Paris, e várias outras cidades, dia e noite decepando cabeças aristocráticas, clericais ou burguesas. A gentalha, não tinha o “privilégio”: morria dependurada esperneando na forca. A guilhotina era um avanço, substituiu o machado do carrasco que horrorizou as famílias reais, todas aparentadas. A França, regicida, estava agora ameaçada por exércitos de Casas Reais dinásticas, que pretendiam vingar os primos decepados. 

Em momentos assim, como acontece agora na Ucrânia, devastada pela arrogância cruel de um déspota, aquele apelo às armas feito aos cidadãos, é uma necessidade imposta pela contingencia trágica.

Não se faz apelo às armas num país onde a democracia prevalece, onde as instituições funcionam, onde a ordem pública está mantida, onde não há ameaças nas nossas fronteiras. Não se faz apelo às armas quando se está à véspera de eleições, que serão livres, democráticas, com a participação pluralista de todas as correntes do pensamento, de todos os grupamentos políticos. E, sobretudo, não se faz um apelo às armas, quando se sabe que temos Forças Armadas íntegras, e obedientes à Constituição. Não se faz apelo às armas, quando a Justiça, o Ministério Público e o sistema policial, estão capacitados para agir, dentro da lei, quando se fizer imprescindível.

Assim, este apelo às armas que faz o ex-capitão, hoje Presidente, é uma insanidade, e chega a ser uma ofensa grave às instituições, e uma afronta às nossas Forças Armadas, ao nosso organismo policial.

Quem irá pegar em armas? Milicianos? Fanáticos? Bandidos?

O cidadão não atenderá a esse apelo insensato, tresloucado.

As Forças Armadas, as Polícias, já têm as suas armas, para usá-las com autorização do Congresso Nacional, se houver ameaça de invasão do nosso território, ou um clima incontrolável de desordem pública. Não temos, no presente, nenhum desses casos, nem mesmo uma remota possibilidade de que venham a ocorrer.

Assim, o que deseja mesmo o Presidente, que transita pela irresponsabilidade e pelos limites do crime de lesa – pátria, quando incita uma rebelião das “massas armadas”, ou um bando de trogloditas ameaçadores, como se viu nos Estados Unidos, durante a invasão do Capitólio? É, sem nenhuma duvida fomentar a desordem, caso venha a perder as próximas eleições.

Ele sabe que as Forças Armadas não o acompanharão nessa desatinada e arriscadíssima aventura. É possível que existam alguns militares, alguns policiais, que deem ouvidos a esse tipo de mergulho na anarquia, imaginando que dele resultará o capitão todo poderoso, com capacidade até para decidir sobre a vida ou a morte de quem a ele se opuser.

O apelo às armas seria, então, para que elas fossem empregadas contra brasileiros. Nenhum dos oficiais-generais em comando, ou aqueles mais próximos ao presidente, que o acompanham no dia a dia, como é o caso do general Heleno, que é leal, mas não subjugado, admitiriam o envolvimento das Forças Armadas num ato de alto risco, e total desrespeito às leis, correndo o perigo de uma repulsa internacional de grande proporções, e mesmo de resistência da parte majoritária da sociedade brasileira, o que poderia desencadear a tragédia de uma guerra civil, o pior dos cenários que pode atravessar uma Nação.

Em nível de Estado – Maior, todas essas implicações políticas, todas as circunstancias, o clima psicossocial, as projeções da economia, as relações internacionais, hoje, sem dúvida as questões climáticas, as hipóteses de pandemias, ou seja, o quadro do presente, e, a médio e longo prazos são estudados analisados, à luz da doutrina de Segurança Nacional.

Neste momento, pode parecer improvável, mas não é: no Estado – Maior das Forças Armadas brasileiras está sendo analisado por especialistas o cenário da guerra na Ucrânia; não só do ponto de vista tático do desenrolar das batalhas, mas, sob o foco da geopolítica, da estratégia, e nisso serão retiradas conclusões para o futuro das nossas Forças: uma delas, será, com certeza, a obsolência dos equipamentos mecânicos, como blindados por exemplo, diante da ascensão dos drones.  Assim, os exércitos deverão adaptar-se ao novo ambiente cibernético- robótico, predominando nos futuros conflitos.

Tratam, os integrantes, todos oficiais-generais, de problemas bem maiores do que o dia a dia das fake-news, das intrigas palacianas, das bravatas que se sucedem.

A vitória provável de Lula preocupa?

Sem dúvidas, há entre uma considerável parcela dos militares uma repulsa ao PT.

Mas isso não significa que por isso eles estejam dispostos à “ir à guerra”, como insinua o capitão. O resultado das urnas, seja ele qual for, será respeitado como reza a nossa Constituição.

E se pode, do ponto de vista político, sem os equívocos da futurologia, onde prevalecem visões irrealistas, prever que Lula, sendo presidente, terá um figurino renovado, atualizado, diferente daquele usado durante os seus oitos anos de poder.

Houve atrito com os militares?

Houve atrito com os empresários?

Houve atrito com as religiões?

Nada disso aconteceu, e hoje, ele mais ainda amadurecido, tendo aprendido e sofrido, seria levado pela vontade de passar à História como um estadista pacificador e desenvolvimentista, e não como um irresponsável. E terá de manter à distância os Dirceus.
Certamente, não haveria tantos militares ocupando cargos civis, como faz o capitão, com o desejo evidente de cooptação.

Diante de Lula não haveria um horizonte maléfico do desejo de golpear as instituições. Ele é essencialmente político, e sua arma exclusiva é o diálogo. A presença de Alckmin na sua chapa, é o mais positivo sinal do abrandamento de eventuais radicalismos.  Os militares seriam prestigiados com a modernização das Forças, com a adequação delas aos novos tempos, e isso resultaria em emprego de tecnologias, em desenvolvimento da ciência, em valorização da própria carreira.

Um exemplo: a excelente relação de Lula com todos os países, facilitaria o avanço científico, a ampliação do potencial econômico, com reflexo na estrutura militar. A reaproximação com a França de Macron, a quem o capitão ofendeu deseducadamente, permitiria a conclusão do inacabado submarino à propulsão nuclear, que interessa muito à Marinha, por incorporar tecnologias que nos faltam.

Ah! Dirão alguns, com Lula virão as hordas do MST.

Somente se fosse extremamente burro ele viria a tolerar a repetição daqueles erros, traduzidos em exageros, além da luta legal e positiva pela reforma agrária.

Hoje, já não se fala mais em invasões, com o eufemismo de “ocupações” (com a ressalva de que todos os invadidos foram indenizados) mas, de aprimoramento, ou seja, adesão às técnicas do agronegócio, a serem utilizadas com maior sintonia ambiental pela agricultura familiar, prevalecente na maior parte dos lotes, resultantes da partilha de grandes propriedades na maior parte improdutivas. Esses novos “Sem Terra”, hoje proprietários, querem é sair da estagnação em que boa parte deles se encontra, e buscar produtividade, renda, resultados.

Perguntem ao deputado João Daniel, se ele ainda incentivará invasões?

O que o preocupa hoje é encontrar meios técnicos, e recursos humanos para transformar uma grande parte dos lotes da reforma agrária, principalmente no semiárido, em áreas produtivas, fazendo nascer ali uma nova classe média rural.

 Queiram ou não, os que se denominam “conservadores”, o mundo não estaciona, os fatos acontecem, a evolução corre, e ela chega ao Brasil, chega também em Umbaúba, Sergipe, onde a morte de Givaldo de Jesus Santos, fez sair das suas casas gente humilde, gente trabalhadora, gente que quer viver em paz para dizer: “Basta, queremos respeito, queremos dignidade, queremos trabalho e paz. Não queremos armas, e os que podem usá-las, que o façam para nos proteger”.

Assim, é preciso engavetar essa ameaça de golpe, impedir quem a faz de consumar seus intentos insanos, e agir, para dar ao país a paz, a harmonia, o entendimento, e a possibilidade de todos os brasileiros se darem as mãos. Sem armas, sem violência, sem golpes. E, definitivamente, esquecer esse desastre, esse vírus social corrosivo: o extremismo ideológico.

INFORME PUBLICITÁRIO

Deso participa do Dia Nacional em Defesa do Velho Chico
Atividades presenciais aconteceram no município de Gararu, com a campanha "Eu viro carranca para defender o Velho Chico", e a abordagem do tema para esta edição: “O Velho Chico são muitos”

A Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, através da Diretoria de Meio Ambiente e Expansão e da Gerência Socioambiental, em uma iniciativa do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – CBHSF, estiveram reunidos no município de Gararu,  interior sergipano, no último dia 3 de junho, em uma ação alusiva ao Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, com o intuito de conscientizar a população sobre a preservação do rio e mobilizar a todos pelo uso responsável dos seus recursos hídricos.

Além de Gararu em Sergipe, as cidades de Pirapora, em Minas Gerais, Ibotirama e Glória, na Bahia, também participaram com atividades onde foram apresentadas a cultura, gastronomia e economia da população ribeirinha. A Deso marcou presença com o ônibus  Saneamento Expresso, onde apresentou um vídeo personalizado para a população local, distribuiu 200 mudas nativas, 200 sementes de hortaliças, gibis da Turma da Mônica (onda conta a história do Saneamento), diversos materiais impressos  informativos, produzidos pela Companhia, além de copos de água.

“EU VIRO CARRANCA PARA DEFENDER O VELHO CHICO” 

A Campanha “Eu viro carranca para defender o Velho Chico” teve como tema nesta edição: “O Velho Chico são muitos” e colocou em debate assuntos importantes como o PL n° 4.545 e as mudanças climáticas. Ressalta-se que o Rio São Francisco já recebe  muitas demandas, sofre degradações e não suporta o grande número de intervenções. É preciso garantir que o Velho Chico continue atendendo a todos que fazem uso e tirem seu sustento dele, por isso anualmente o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São  Francisco realiza este Dia Nacional em Defesa do Velho Chico para fazer todos refletirem sobre sua preservação. 

De acordo com a Assessoria Técnica do Meio Ambiente e Expansão da Deso, que faz parte do Comitê, campanha é fundamental para conscientizar a população. Essa campanha é fundamental para conscientizar a população, não só a ribeirinha, mas  principalmente a da capital que usufrui das águas do Velho Chico na preservação do manancial. A Deso é membro do comitê da Bacia do São Francisco, na qualidade de usuário da água. Para a Deso é muito importante estar presente nessa campanha, com um  trabalho da conscientização, e de educação ambiental, não só com as crianças, como também dos adultos que compareceram.

PARTICIPANTES

Além da população local e de toda a região, a Escola Estadual Profissionalizante Dom Brandão de Castro, através dos alunos do curso técnico integrado de Agropecuária, do município de Poço Redondo estiveram presentes e puderam conferir a ação promovida no local, pela Deso. Para a aluna, Leislane Rocha Santos, é necessário cuidar do patrimônio que é o Rio São Francisco. "O Velho Chico tem grande importância, até porque ele é a fonte da nossa vida, e morando em Gararu ficamos mais próximos e com  mais acesso a ele, por isso, temos que cuidar melhor do patrimônio da nossa cidade, e nem todo mundo está sabendo dar o valor que ele merece, jogando lixo próximo ao rio, poluindo o meio ambiente, e assim, poluindo os seres vivos que o habitam. Essa ação é  muito importante para os estudantes, até porque na prática conhecemos o que acontece e como realmente prejudica certos locais que nem fazíamos ideia. Aprendi muitas coisas sobre o esgoto e saneamento e claro que eu vou colocar em prática tudo o que  aprendi", comentou. 

De acordo com a professora Izabel Cristina Santos, da Escola Estadual Profissionalizante Dom Brandão de Castro, “a região de Gararu depende do Rio São Francisco, pois é a sobrevivência de muitos moradores. Vivi toda a minha vida nessa região, e vejo que o  Velho Chico hoje é a sobrevivência de toda uma comunidade que aqui vive. Esse tipo de ação que está acontecendo, o "Vire Carranca" juntamente com a ação do ônibus “Saneamento Expresso da Deso, é algo fantástico, e muito positivo no sentido de  aprendizado. Conseguimos ver na prática, através dos vídeos e maquete, e com tudo isso, o aluno fica mais ativo no sentido de informação e é algo novo, na verdade é algo muito novo e a informação é muito importante. Quando foi explicado sobre estação de  tratamento de água e de esgoto, foi algo que já trabalhamos em sala de aula, mas com a prática, com a visibilidade da maquete, a demonstração através da videoaula, torna-se um atrativo também que só agrega", disse. 

Para a professora Maira Marins, “o Velho Chico é importante para todo nordestino, principalmente para a área do sertão, pois é ele quem traz todo o sustento para as famílias ribeirinhas, e para quem também não é da região, pois consome alimentos cultivados  com o benefício do rio, por isso, a importância da preservação. Ações como essa da Deso, tem uma importância enorme para os povoados banhados pelo Rio São Francisco, pois aprendem com o que está sendo informado, principalmente com o Saneamento  Expresso”, finalizou. 

Deso realiza visita técnica na Embasa

Compartilhamento de informações e troca de experiências entre os profissionais fizeram parte do ‘benchmarking’ fortalecendo a relação entre as Companhias

Nos últimos dias 26 e 27 de maio, empregados da Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso, visitaram a Empresa Baiana de Águas e Saneamento – Embasa, com o intuito de realizar um intercâmbio de informações entre os profissionais, além de enfatizar  os procedimentos de Operação de Sistemas de Coleta e Tratamento de Esgotos, com destaque para Tecnologias e Gestão de Licenciamento Ambiental, que possam ser replicadas na empresa, além de estreitar e fortalecer a relação entre as duas Companhias.

Neste procedimento de ‘benchmarking’, que consiste na busca das melhores práticas de gestão e que conduzem ao desempenho superior, registou-se a participação do corpo técnico misto de empregados da Diretoria de Operação e Manutenção - DOM e a  Diretoria de Meio Ambiente e Expansão – DMAE, a Superintendência de Sistemas de Esgotamento Sanitário, a Coordenação de Licenciamento Ambiental, a Gerência de Coleta e Tratamento de Esgoto das Regionais e a Coordenação de Tratamento das  Regionais. 

Para a Superintendência de Sistemas de Esgotamento Sanitário, a receptividade foi grande, com as explanações sobre toda parte estrutural da empresa, e como tratam a condição do esgotamento sanitário no estado da Bahia, em âmbito administrativo e  operacional. Foi entendido toda a estrutura que eles possuem, trazendo a possibilidade de correlacionar com a estrutura da Deso para que melhorias possam ser aplicadas. Na visita técnica foi constatada a existência de três sistemas diferenciados, e com  esclarecimentos técnicos guiados. Para os funcionários da Deso, foi pontuado um grande retorno de informações na Embasa, e com isso, serão aplicadas consideráveis melhorias nos sistemas da Companhia. 

De acordo com a Assessoria Técnica da DOM, a transferência de informações técnicas será de grande valia para a Deso, pois permitirá uma interação com a Embasa, de forma institucional, contribuindo para um estreitamento na relação entre as empresas  parceiras, propiciando compartilhamento de informações, permitindo troca de expertises e resultando em boas práticas na gestão de sistemas de esgotamento sanitário. 

EMBASA

Os visitantes da Companhia de Saneamento de Sergipe foram recepcionados no Parque Deputado Paulo Jackson, localizado no Rio Vermelho, em Salvador, pela Superintendente de Produção de Água e Esgotamento Sanitário (DM), Manuella Andrade e pela  equipe da Unidade Socioambiental (TSA), composta pelo gestor, Thiago Hiroshi e por Cristiane Cunha.

Na ocasião, foram realizadas apresentações sobre o Sistema de Esgotamento Sanitário de Salvador e sobre as inovações implementadas nas instalações, incluindo automação, recuperação de interceptores, sistemas de informação, biorremediação, entre outras.  A equipe da TSA ficou responsável por apresentar o processo de licenciamento ambiental, os projetos estratégicos na área socioambiental da empresa, bem como os indicadores de processos. No primeiro dia, foram realizadas visitas na Estação de Tratamento de  Esgoto (ETE) do Hospital Couto Maia e na Estação de Condicionamento Prévio (ECP) do Rio Vermelho, guiadas pelas esquipes da MPE, MPEE e MPET. No segundo dia, foi realizada a visita na ETE Iberostar, com o objetivo de conhecer o sistema de tratamento de reuso de esgoto pioneiro na Bahia, com o acompanhamento da equipe da Unidade Regional de Camaçari (UMC). 

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